INSP e associação Lantuna reforçam parceria para promoção da saúde e conservação ambiental

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) e a associação Lantuna formalizaram, esta semana, um protocolo de cooperação/parceria com o objetivo de desenvolver ações conjuntas nas áreas da promoção da saúde, saúde ambiental e conservação marinha em Cabo Verde.

O acordo prevê a implementação de atividades de sensibilização, educação comunitária, investigação e intervenção em comunidades vulneráveis, que associe a saúde pública à proteção ambiental e ao desenvolvimento sustentável.

Entre as ações previstas no âmbito da parceria destacam-se campanhas educativas sobre riscos sanitários ligados à poluição marinha e zoonoses emergentes, oficinas de capacitação sobre práticas sustentáveis e segurança alimentar, além de iniciativas de melhoria das condições ambientais e sanitárias em comunidades costeiras.

Segundo a Diretora Executiva da associação Lantuna, Dra. Ana Veiga, esta parceria representa uma oportunidade para reforçar as ações comunitárias já desenvolvidas pela organização no domínio da saúde ambiental e ampliar o impacto das intervenções junto das populações.

Como primeiro passo desta colaboração, a responsável adiantou a realização de uma feira de promoção da saúde nas comunidades de Porto Mosquito e Rincão, no município da Ribeira Grande de Santiago, zonas onde a associação tem vindo a implementar ações ligadas à saúde ambiental e sensibilização comunitária.

Por sua vez, a Presidente do Conselho Diretivo do INSP, Doutora Maria da Luz Lima, destacou a importância estratégica da parceria não apenas no reforço das ações de promoção da saúde junto das comunidades, mas também no apoio aos projetos de investigação conduzidos pela instituição no âmbito da abordagem “Uma Só Saúde”, que integra a saúde humana, animal e ambiental.

A responsável sublinhou ainda que a cooperação entre instituições públicas e organizações da sociedade civil constitui um elemento fundamental para enfrentar desafios emergentes relacionados com a saúde pública e as alterações ambientais, promovendo respostas mais próximas das comunidades e sustentadas em evidências científicas.

O protocolo estabelece igualmente mecanismos de cooperação técnica e científica, incluindo apoio na vigilância epidemiológica, produção de materiais educativos, recolha de dados comunitários e promoção de políticas locais de saúde ambiental e proteção da biodiversidade.

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