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“Fazer o Teste. Tratar a Hepatite” é o tema do Dia Mundial das Hepatites – 2018

O teste e o tratamento atempados da hepatite viral B e C podem salvar vidas. A OMS avança que pelo menos 60% dos casos de cancro do fígado são decorrentes da realização tardia do teste e do tratamento da hepatite viral B e C (43% devido à hepatite B e 17% devido à hepatite C), por isso, combater a hepatite significa combater o cancro do fígado.    

O tema do Dia Mundial da Hepatite para 2018 é “Fazer o Teste. Tratar a Hepatite”.

Em África, a hepatite B e C é uma epidemia silenciosa que afeta mais de 70 milhões de pessoas. Em cada 10 pessoas infetadas, 9 nunca fizeram o teste por falta de consciencialização e devido ao fraco acesso ao teste e ao tratamento.   

A fraca cobertura do teste e do tratamento constitui a principal lacuna a ser colmatada para que sejam alcançadas as metas mundiais de eliminação até 2030.      

O Dia Mundial das Hepatites (DMH) é realizado todos os anos em 28 de julho, reunindo todo mundo ao redor de um único tema para promover a conscientização do impacto global da hepatite viral e para influenciar uma mudança real. O DMH é um dos quatro únicos dias de conscientização mundial sobre doenças específicas reconhecidos oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que une organizações de pacientes, governos, profissionais da saúde, sociedade civil, indústria e o público geral para impulsionar o perfil global da hepatite viral.

Segundo a World Hepatitis Alliance, a hepatite viral é uma das principais causas de morte do mundo, responsável por 1,34 milhão de óbitos por ano, cifra que supera as mortes causadas por HIV/AIDS, tuberculose ou malária. Somados, os vírus da hepatite B e hepatite C causam dois em cada três casos de câncer de fígado no mundo todo.

A hepatite viral não se limita a um só local ou a um único grupo de pessoas; trata-se de uma verdadeira epidemia mundial que pode afetar milhões de pessoas sem que elas sequer estejam cientes. Em âmbito mundial, 90% das pessoas que convivem com a hepatite B e 80% das que convivem com a hepatite C desconhecem que são portadoras da doença2, o que resulta na possibilidade real de desenvolverem doença hepática fatal ou câncer de fígado em algum momento de suas vidas e, em alguns casos, de transmitirem a infeção para outras pessoas inconscientemente. Trata-se de epidemias silenciosas que atingem com mais impacto crianças e populações marginalizadas, o que inclui usuários de drogas injetáveis, populações indígenas, homens que mantêm relações sexuais com homens, imigrantes e portadores de HIV/AIDS.

Nos últimos anos, foram obtidos avanços. Em 2015, a hepatite viral foi incluída nas Metas de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e, em 2016, foi ratificada a primeira estratégia global contra hepatite no mundo para eliminar a doença. Graças a esta estratégia e à disponibilidade de vacinas e tratamentos eficazes contra a hepatite B e da cura da hepatite C, a eliminação da hepatite viral deixou de ser um sonho. Entretanto, é imperativo haver maior conscientização e compreensão sobre a doença e seus riscos, bem como acesso a tratamento e diagnóstico menos onerosos.

O Dia Mundial das Hepatites representa uma oportunidade ideal de unir e trazer à tona o perfil da hepatite viral entre a população, a imprensa mundial e a agenda de saúde global, impulsionando providências rumo à concretização da erradicação da hepatite viral até 2030

Por ocasião do DMH, a World Hepatitis Alliance está lançando a campanha sob o lema “Encontre os milhões de pessoas que faltam.” Trata-se de uma campanha de três anos para promover a conscientização e defesa visando educar, influenciar as políticas nacionais de vigilância epidemiológica e incentivar as pessoas a realizar exames e/ou a se tornarem defensoras na busca de pessoas não diagnosticadas. A campanha quer atrair a atenção tão necessária ao fato de que milhões de pessoas estão convivendo com hepatite viral sem saber. Ela também deverá ser usada para estimular a comunidade a tomar medidas de apoio à triagem e ao diagnóstico e, ao mesmo tempo, incentivar medidas para participar da busca e encaminhamento das pessoas que convivem com a doença para tratamento.

A campanha visa promover a conscientização sobre a importância de aumentar o diagnóstico e encaminhamento para tratamento, incentivar as pessoas a fazer os exames, fundamentar a necessidade de políticas nacionais de vigilância epidemiológica e instruir e orientar populações sobre a hepatite viral, com foco específico na prevenção, diagnóstico e tratamento.

Pacientes defensores do mundo todo se juntaram para fazer o primeiro DMH em 19 de maio de 2008. Após a adoção de uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde em 2010, o DMH foi reconhecido mundialmente como o foco principal para as iniciativas de conscientização nacionais e internacionais. A data foi escolhida em homenagem a Baruch Samuel Blumberg. Nascido em 28 de julho, ele ganhou o prêmio Nobel por descobrir o vírus da hepatite B. A resolução delibera que “28 de julho será designado como o Dia Mundial das Hepatites para proporcionar uma oportunidade de promover educação e melhor compreensão sobre a hepatite viral como um problema de saúde pública mundial, e para fortalecer medidas preventivas e o controle da doença nos estados-membros”. Ao longo da década passada, a World Hepatitis Alliance encabeçou a iniciativa, fazendo com que o dia crescesse e superasse todas as expectativas: do primeiro dia liderado pela comunidade em 2008 até uma verdadeira celebração global presente em quase todos os países do mundo.