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“Jovens e Saúde Mental num Mundo em Mudança” é tema do Dia Mundial da Saúde Mental 2018

Sob o tema “Jovens e Saúde Mental num Mundo em Mudança” é assinalado hoje 10 de outubro de 2018, o Dia Mundial da Saúde Mental.

Este dia visa chamar a atenção pública para a questão da saúde mental global, e identificá-la como uma causa comum a todos os povos, ultrapassando barreiras nacionais, culturais, políticos ou socioeconómicas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos e que a maioria dos casos não é detetada nem tratada.

Em nota publicada esta quarta-feira, o secretário-geral da ONU disse que “durante muito tempo a saúde mental tem sido um tema secundário, apesar dos impactos arrasadores sobre comunidades e jovens de todos os lugares”.

António Guterres lembrou que um em cada cinco jovens deve ter um problema deste género este ano. Segundo ele, “a falta de saúde mental durante a adolescência tem impacto no desempenho na escola e aumenta o risco de uso de álcool e substâncias e comportamento violento”.

Explicando que “aqueles que lutam com problemas de saúde mental ainda estão sendo marginalizados”, Guterres lembrou o compromisso das Nações Unidas de que todas as pessoas tenham, até 2030, apoio para este problema.

Segundo a OMS, a depressão é a terceira doença mais comum entre adolescentes. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos. O uso de álcool e drogas ilícitas também é uma questão em muitos países e pode levar a comportamentos de risco, como sexo inseguro ou conduzir alcoolizado. Transtornos alimentares são outro motivo de preocupação.

A agência da ONU diz que “felizmente cresce o reconhecimento da importância de ajudar os jovens”. A OMS acredita que proteger o bem-estar do adolescente traz benefícios à sua saúde, mas também às economias e à sociedade.

A OMS explica que muito pode ser feito para ajudar. A prevenção começa com o conhecimento e compreensão dos primeiros sintomas. Pais e professores podem ajudar a lidar com desafios do dia-a-dia, apoio psicossocial pode ser prestado nas escolas e, por fim, os profissionais de saúde podem ser treinados para lidar com estes problemas.

A agência acredita que o investimento nesta área é essencial e deve ensinar colegas, pais e professores sobre as melhores formas de ajudar amigos, filhos e alunos.

A adolescência e os primeiros anos da vida adulta são uma época da vida em que ocorrem muitas mudanças, por exemplo, mudar de escola, sair de casa e começar a universidade ou um novo emprego. Para muitos, estes são tempos emocionantes. Eles também podem ser momentos de estresse e apreensão, no entanto. Em alguns casos, se não forem reconhecidos e gerenciados, esses sentimentos podem levar à doença mental. O uso crescente de tecnologias on-line, sem dúvida trazendo muitos benefícios, também pode trazer pressões adicionais, à medida que aumenta a conectividade a redes virtuais a qualquer hora do dia ou da noite. Muitos adolescentes também estão vivendo em áreas afetadas por emergências humanitárias, como conflitos, desastres naturais e epidemias. Os jovens que vivem em situações como estas são particularmente vulneráveis a problemas mentais e doenças.

Segundo a mensagem da Directora Regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, no âmbito deste dia, na Região Africana, considera-se que 5% da população com idade inferior a 15 anos sofre de uma perturbação mental. Metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detetada e tratada, com consequências sérias na saúde mental a longo prazo.

Embora os países africanos estejam a fazer progressos, pode fazer-se muito mais para construir uma resiliência mental desde os primeiros anos, e assim ajudar a prevenir o sofrimento mental e a doença entre os adolescentes e os adultos jovens, e lidar com a recuperação. A saúde mental é fundamental para a saúde geral e para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A Directora Regional da OMS para África também lançou um apelo aos governos para desenvolver e reforçar programas baseados em provas à intenção dos jovens, com o apoio dos decisores políticos nacionais e dos gestores de programas e convidou os governos, os parceiros interessados e a sociedade civil a prosseguir a sua colaboração com a OMS para melhorar a resposta às necessidades de saúde dos adolescentes.