𝟐𝟒 𝐥𝐢́𝐝𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐭𝐚́𝐫𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐈𝐥𝐡𝐚 𝐝𝐞 𝐒𝐚𝐧𝐭𝐢𝐚𝐠𝐨 𝐞𝐦 𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞, 𝐭𝐞𝐬𝐭𝐚𝐦 𝐟𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐕𝐢𝐠𝐢𝐥𝐚̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞𝐦 𝐁𝐚𝐬𝐞𝐚𝐝𝐚 𝐞𝐦 𝐄𝐯𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐛𝐚𝐬𝐞 𝐜𝐨𝐦𝐮𝐧𝐢𝐭𝐚́𝐫𝐢𝐚.

Após o conhecimento dos resultados da primeira oficina realizado no passado 7 de novembro de 2023, o Instituto Nacional de Saúde Pública de Cabo Verde (INSP) e a Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi), realizaram, no dia 14 de março de 2024, uma segunda Oficina de Desenvolvimento do Sistema de Vigilância Baseada em Eventos de Base Comunitária em Cabo Verde, no âmbito do projeto Guardiões da Saúde – Líderes Comunitários.
O referido projeto trata-se de um estudo a ser realizado em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Pública de Cabo Verde (INSP), a Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi) e a Sala de Situação de Saúde da Universidade de Brasília (SDS/UnB) e a UK Public Health Rapid Support Team (UK-PHRST). Neste contexto, o projecto tem como objectivo investigar se um sistema de vigilância baseada em eventos (VBE) desenvolvido com líderes comunitários é viável e mais eficaz na detecção de surtos de doenças infeciosas do que sistemas convencionais de vigilância.
Para começar, os 12 participantes oriundos de todas os municípios da ilha de Santiago, receberam as boas vindas e fizeram a sua apresentação. Posto isso, conheceram o programa da oficina de Desenvolvimento do Sistema de Vigilância Baseada em Eventos de Base Comunitária em Cabo Verde.
Resumidamente, a oficina incidiu-se em seis momentos, sendo que o primeiro foi o enquadramento do projecto incluindo a projeção de uma fotografia dos participantes da primeira oficina realizada no ano passado, cujos resultados conduziram à segunda oficina de testes.
Adiante, foram lançadas algumas perguntas disparadoras de forma muito provocativa ao grupo. Por conseguinte, o segundo momento permitiu fazer uma incursão sobre a temática “Vigilância”. Depois disso, os participantes discorreram sobre alguns estudos de caso inerentes a possíveis situações doenças ou eventos de saúde pública, tendo como auxílio o manual de uso que foi produzido. O momento foi muito proveitoso, dado que foram várias as colocações e intervenções dos mesmos. Dado a pertinência do assunto, destacamos aqui uma atitude altruísta de uma participante de nome Cesaltina Gomes oriunda do município de Calheta, São Miguel, área rural.
Após várias e interessantes colocações, seguiu o quarto momento à volta da análise dos estudos de caso. De seguida foi o momento mais aguardado pelos participantes, o painel de apresentação do aplicativo Guardiões da Saúde através de uma apresentação de forma interativa e dialogada. Ora, após a apresentação, os 12 participantes tiveram o primeiro contato com o aplicativo Guardiões da Saúde de forma individual e particular através dos seus próprios aparelhos telefónicos com acesso a internet.
De uma forma geral, foram reunidas todas as condições logísticas para que o momento de contato não tivesse nenhum imprevisto na recolha dos dados do teste de usabilidade para que venha servir como um recurso inestimável para fortalecer os sistemas de informação do aplicativo, e quiçá promover a integração de outras elementos necessários, através os subsídios que foram recolhidos, para que o reporte dos sinais tenha maior credibilidade e consistência de modo a influenciar a tomada de decisão em saúde e produzir uma ação a nível comunitário. Antes do fim da oficina, foram várias as colocações dos participantes enaltecendo a pertinência e disponibilidade em abraçar o aplicativo em prol da prevenção das doenças nas suas comunidades.
Antes do fim, a sessão teve uma visita da coordenadora nacional do projeto e presidente do INSP, Maria da Luz Lima. A mesma deu as boas-vindas e agradeceu a participação dos participantes. Ademais, aproveitou o ensejo para apelar o forte compromissos deles na apropriação do aplicativo, assim como, na promoção da vigilância participativa nas suas comunidades, numa estreita colaboração com as autoridades de saúde, ou seja, de estarem mais atentos e observadores as situações de risco de doença de modo a conter a expansão territorial de determinados problemas de saúde.
Convém ressalvar que, o INSP, através dos pontos focais nos municípios conseguiu mobilizar 12 líderes comunitários, sendo 5 mulheres e 7 homens. Assim a oficina decorreu no dia 14 de março de 2024, na sala de reuniões do Instituto Nacional de Saúde Pública – cidade da Praia, das 08h00 às 16h30.

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