Diálogo aberto promove conscientização sobre Resistência Antimicrobiana


Em um esforço conjunto para abordar uma das ameaças mais urgentes à saúde global e para marcar a Semana Mundial de Conscientização sobre a Resistência Antimicrobiana (RAM), o Instituto Nacional de Saúde Publica, em parceria com o Escritório da OMS em Cabo Verde, especialistas e profissionais em saúde reuniram-se hoje, 24, em uma conversa aberta e esclarecedora sobre a resistência antimicrobiana.

O evento proporcionou uma plataforma para discutir e compreender melhor os desafios associados ao uso indiscriminado de antibióticos e o impacto direto na eficácia desses medicamentos.

A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias, vírus, fungos e outros microrganismos se adaptam aos medicamentos que foram desenvolvidos para combatê-los. Esse fenômeno representa uma ameaça significativa à capacidade de tratar infeções comuns e pode ter consequências devastadoras para a saúde pública.

O Dr. Hélio Rocha, Administrador Executivo do INSP, destacou a importância de uma abordagem abrangente para enfrentar esse problema crescente. “É preocupante notar que as regiões com recursos limitados são as mais afetadas por esse desafio de Saúde pública. Em 2019, a África Subsaariana registrou a maior taxa de mortalidade mundial devido à RAM, com 99 mortes por 100.000 pessoas. Este é um chamado urgente à ação, especialmente considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) insta os países a desenvolverem capacidade de vigilância da RAM”.

O Administrador Executivo do INSP acrescentou também que em Cabo Verde, apesar de algumas capacidades, enfrenta-se desafios significativos na gestão da RAM. Os resultados da Avaliação Externa Conjunta (AEC) realizada em 2019 indicam baixas pontuações em várias capacidades essenciais, como coordenação multissectorial eficaz, vigilância da RAM, prevenção e controle de infeções, e utilização otimizada de medicamentos antimicrobianos.

Durante a conversa, foram discutidos vários aspectos da resistência antimicrobiana, desde a prescrição responsável de antibióticos por profissionais de saúde até a conscientização pública sobre a importância de completar os cursos de tratamento prescritos.

Os participantes também foram incentivados a adotar práticas de prevenção, como a lavagem adequada das mãos e a vacinação, como maneiras eficazes de reduzir a necessidade de antibióticos.

Ao promover uma conversa aberta sobre a resistência antimicrobiana, os participantes demonstraram um compromisso coletivo em abordar essa questão premente e proteger a eficácia dos antibióticos para as gerações futuras.



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