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2019 - Ano de HTA

Lançamento do Ano de Hipertensão Arterial e promoção de comportamentos saudáveis sob o lema “TENSON ARTERIAL, DJOBI SEMPRE!”

Arlindo do Rosário, Ministro da Saúde e da Segurança Social, que presidio a ato de lançamento da campanha, Ano Da Hipertensão Arterial e promoção de comportamentos saudáveis, disse que o seu ministério está a preparar o caminho para a transformação dos serviços de saúde, abandonando o modelo de serviços curativos, cujos custos só estão aumentando, para um modelo baseado na prevenção de doenças, resiliência climática e desenvolvimento sustentável.

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Na sua intervenção a Presidente do INSP, Maria da Luz Lima, afirmou que a adoção do Ano da HTA e promoção de comportamentos saudáveis tem como principais objetivos promover a adoção de hábitos e estilos de vida saudáveis em Cabo Verde e reduzir os fatores de risco associados à hipertensão arterial e suas consequências.

Por sua vez o Representante da OMS, Mariano Salazar Castellon, disse que, dentro do quadro global, Cabo Verde deu passos importantes para abordar as doenças não transmissíveis, especialmente no que diz respeito aos riscos comportáveis ​​modificáveis, promovendo estilos de vida saudáveis ​​e ambientes promotores da saúde.

“Neste sentido, a OMS e seus parceiros têm sido um parceiro fundamental na implementação da abordagem multissetorial, desenvolvendo diferentes formas de alianças e apoiando uma diversidade de atores nacionais.”

O INSP lançou o ano de 2019, como o “Ano da Hipertensão Arterial e promoção de comportamentos saudáveis com o objetivo de sensibilizar a população em geral e promover a adoção de políticas e projetos de impacto sobre a saúde pública relacionados com essa problemática, no sentido de contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O lema escolhido é “TENSON ARTERIAL, DJOBI SEMPRE!”

Durante este ano, serão realizados um conjunto de ações, em parceria com entidades públicas, privadas e organizações da sociedade civil, para chamar a atenção da população cabo-verdiana para esta importante problemática com vista a redução da prevalência e controlo da doença e dos fatores de risco associados.

Pressupostos

As Doenças Crónicas não Transmissíveis (DCNT) constituem um grande desafio à saúde pública. O peso crescente das doenças não transmissíveis na saúde pública, em particular, o cancro, as doenças cardiovasculares, as doenças respiratórias crónicas e a diabetes já vêm sendo alvos de debate há várias décadas.

Em Cabo Verde, algumas doenças não transmissíveis constituem as primeiras causas de morbimortalidade, com destaque para as doenças cardiovasculares, cancros e diabetes. No quadro das doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial assume um peso importante tendo como base vários fatores de risco, entre os quais, o uso irracional do sal, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo. Por outro lado, a hipertensão é o principal fator de risco para algumas doenças como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e a Insuficiência Renal Crónica (IRC).

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), no âmbito da sua missão de coordenar a adoção de políticas de promoção da saúde no país, numa perspetiva multissectorial e pluridisciplinar no seu plano de ação identificou as doenças crónicas como um dos alvos prioritários de intervenção.

Neste sentido, decidiu-se por escolher um ano que marca o reforço de ações coordenadas focadas à uma doença crónica relevante no cenário sanitário do país. Para o ano 2019 foi escolhido para Hipertensão Arterial.

Portanto, a iniciativa “ANO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL E PROMOÇÃO DE COMPORTAMENTOS SAUDÁVEIS” foi pensada na perspetiva de desenvolver ações coordenadas com vista à redução do peso da hipertensão arterial na morbimortalidade e contribuir para a melhoria da saúde e qualidade de vida da população.

FINALIDADE e OBJETIVOS

Contribuir para a adoção de hábitos e estilos de vida saudáveis e reduzir os fatores de risco associados à hipertensão arterial e suas consequências

JUSTIFICATIVA

  • O país encontra-se em franco processo de transição epidemiológica e demográfica, acompanhadas de mudanças como as socioeconómicas;
  • As consequências das mudanças demográficas como a urbanização e o envelhecimento da população impõem desafios ao Sistema Nacional de Saúde, no que diz respeito ao aumento das doenças crónicas como a hipertensão arterial e a ações para modificação de estilos de vida;
  • O Inquérito das Doenças Crónicas (IDNT) realizada em 2007 mostrou que a prevalência da hipertensão arterial em Cabo Verde era elevada (mais de 35%). O novo IDNT previsto para 2019 irá revelar a situação atual. No entanto, os dados dos sucessivos relatórios estatísticos mostram que as mortes por doenças cardiovasculares continuam elevadas;
  • A maioria dos fatores de risco para hipertensão arterial são fatores modificáveis pelo que ações coordenadas sobre esses fatores podem contribuir para a redução do peso da hipertensão arterial e suas complicações;
  • Vários estudos e experiências mostram a importância da multissectorialidade e pluridisciplinaridade no controlo dos fatores de risco das doenças crónicas.