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Caiu o pano sobre o I Congresso Nacional de Investigação em Saúde.

Em jeito de balanço e recomendações, o Administrador Executivo do Instituto Nacional de Saúde Pública, Júlio Rodrigues considerou que este congresso serviu de um espaço para se congregar esforços em torno da investigação e das prioridades para o país em matéria de investigação em saúde.

De acordo com este governante, saíram várias recomendações nomeadamente a necessidade de finalizar a Agenda Nacional de Investigação em Saúde que congrega as visões dos diversos sectores, isto porque as questões de saúde são multissectoriais e pluridisciplinares.

A mobilização de recursos para a pesquiza   designadamente, recursos humanos qualificados, o estatuto do Investigador, a criação e dinamização dos grupos de pesquiza, o acesso aos meios tecnológicos e inovadores bem como os recursos financeiros.

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Segundo o mesmo, para que haja mais e melhores investigações científicas no país em particular na saúde, há que haver alguns inceptivos tais como o reforço da cultura de investigação, alinhamento das pesquisas com as necessidades e prioridades do país, criação grupos de pesquisas e maior divulgação dos resultados de investigação a nível nacional e internacional.

Devido a transição epidemiológica que o país esta a enfrentar neste momento, o Administrador Executivo do INSP, considera que as prioridades das linhas de investigação apontam para as doenças cardio-cérebro vasculares, as neoplasias, doenças renais cronicas e metabólicas, bem como as doenças transmissíveis devidos a globalização e a vulnerabilidade do país para algumas destas ameaças. A questão do financiamento e da sustentabilidade da saúde, as causas externas, os determinantes socias da saúde, a avaliação das politicas de saúde são entre outras áreas, apontadas como sejam prioritárias no sentido de apoiarem no delineamento das novas estratégias e politicas do governo neste sector.

Segundo afirmou, o congresso serviu também para se reconhecer que todas esta linhas de pesquisas estão sendo pesquisadas nomeadamente em ambientes académicos, institucionais, hospitalares pelos profissionais da saúde e de outros sectores bem como de particulares que de uma forma individual ou em grupos estão produzindo conhecimentos científicos no país.

Dai, este Congresso ainda enfatizou a necessidade de criar mecanismos para melhor divulgar e democratizar as informações e trabalhos científicos produzidos no país quer sejam pelas universidades, institutos ou particulares.

Júlio Rodrigues falava durante a cerimónia de enceramento do I Congresso Nacional de Investigação em Saúde, promovido Pelo Instituto Nacional de Saúde Pública, na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, nos dias 23 e 24 de outubro de 2019, sob o lema Investigação, Inovação e Desenvolvimento.

Recorda-se que o congresso teve como objetivo, discutir a realidade investigativa na área da saúde em Cabo Verde, promover a troca de experiências entre investigadores nacionais e internacionais e incentivar a cultura de investigação, com vista ao fortalecimento da divulgação nacional e internacional da produção científica e ao reforço de uma rede de colaboração e de cooperação de investigação interdisciplinar e transdisciplinar.

Durante estes dois dias foram discutidos temas como Desenvolvimento da estratégia científica dos Institutos; Investigação em Serviços de Saúde em Cabo Verde; Os desafios e oportun

IMG 4284idades da investigação em saúde em Cabo Verde; Políticas sectoriais para a pesquisa em saúde; Transdisciplinaridade na produção de evidências em saúde; Divulgação de trabal

hos científicos em Cabo Verde; Ética e investigação em saúde; Inovação na prestação de cuidados em Saúde Experiência do serviço de neurologia do HAN; Financiamento da investigação em Cabo Verde; Prioridades para pesquisa em cenários de catástrofes; e ainda foia apresentada e discutida a Agenda Nacional de Investigação em Saúde.

Este congresso também foi uma ocasião para apresentação de comunicações livres, projetos de investigação e de posters de trabalho s científicos em sessão paralela. De entre estesa comunicações destaca-se temas como mosquitos vetores de doenças com 4 comunicações livres, a saúde sexual e reprodutiva com duas apresentações, análise microbiológica da água, avaliação parasitológica da alface, Infeções por Staphylococcus aureus e estudos CAP sobre Zika nas escolas.