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Em Cabo Verde as hepatites virais atingem 5 a 6 casos por 10.000 habitantes por ano

Na ocasião do dia mundial de luta contra as hepatites virais, celebrado esta terça-feira, 28, a nível mundial, o Instituto Nacional de Saúde Pública, na pessoa do seu Diretor Executivo, e responsavel pela pasta de promoção da saude no INSP, médico Júlio Rodrigues, chamou atenção para a importância da efeméride, uma vez que se trata de um problema de saúde pública, a nível mundial, que ocupa primeiro lugar dentre os problemas que acometem o fígado.

y copyEste ano a efeméride teve como lema “Futuro livre de hepatites”, com principal foco na prevenção da Hepatite B entre mães e recém-nascidos. 

De acordo com o Diretor Executivo do Instituto Nacional de Saúde Pública, o propósito do lema é chamar atenção de que, com muitos esforços e engajamento de todos, é possível erradicar a doença.

“Eliminar um problema de saúde pública, que depende muito do comportamento das pessoas, exige muito mais, não só da resposta do setor da saúde, mas da mudança de hábitos e comportamentos das pessoas. Estamos a marcar a data para chamar atenção que é possível eliminar, sim, mas para isso há que se fazer muitos esforços”, sublinhou.

Na mesma linha frisou que o que se pretende é que as pessoas tenham cuidado e adotem estilo de vida saudável, de modo a se prevenirem das hepatites virais no geral.

“A adoção de hábitos e estilo de vida saudável com relação aos hábitos de higiene, à prática de relação sexual segura, aos cuidados com trocas de seringas, sobretudo as pessoas que usam drogas e pessoas que fazem tatuagens, que acidentalmente podem ser acometidos por uma infeção da hepatite. Uma mãe grávida deve fazer o pré-natal corretamente e a partir da primeira consulta seguir todas as recomendações dos serviços de saúde. Para aquelas que pensam engravidar um dia, devem fazer o planeamento familiar, certificar-se que estão seguras e que não têm nenhuma doença que, eventualmente, pode vir a transmitir de mãe para filho”, recomendou.

Rodrigues avançou que dentre os problemas que acometem o fígado, a hepatite viral ocupa primeiro lugar, por razões relacionadas com as condições de saneamento, de alimentação, do meio ambiental e do comportamento das pessoas.

Em relação ao país, avançou que dados estatísticos, de 2013 a esta parte, mostram que o número de incidência oscila entre 2, 3, 4, 5 e 6 casos em cada 10.000 habitantes.

Com relação às ações desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Saúde Pública, no que se refere a essa doença, anunciou que apesar do contexto atual que se vive por conta da pandemia do COVID-19, o instituto, enquanto entidade coordenadora de adoção de políticas e promoção da saúde, tem produzido e disseminado mensagens, através das mídias, no sentido de conscientizar as pessoas sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento desta doença.

O Diretor Executivo do Instituto Nacional de Saúde Pública aproveitou a oportunidade ainda para apelar às pessoas para que tenham cuidado e procurem as estruturas de saúde, atempadamente, uma vez que para que haja um tratamento adequado, é preciso que a doença seja diagnosticada precocemente.

“Temos vacinas, temos capacidades para diagnosticar e tratar adequadamente. A vacina tomada em tempo oportuno vai cobrir 70% a 80% da chance de uma pessoa vir a ser infetada e desenvolver complicações. Mesmo os adultos se tomarem cobre 20% a 30%, notificou.

De referir que, a 63° Assembleia Mundial da Saúde, realizada em maio de 2010, reconheceu as hepatites virais como um grande problema de saúde pública e estabeleceu o dia 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.