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INSP realizou na cidade da Praia um seminário sobre excesso do sal como fator de risco para o AVC

O evento que está enquadrado no âmbito da Iniciativa Ano do AVC, Uma Doença Previsível e Tratável, “Konxel pa Ivital, visou debater com os parceiros a importância de reduzir o consumo de sal nos alimentos, prevenindo assim, o risco de desenvolver um Acidente Vascular Cerebral.

IMG 0435 copyEstima-se que 11 milhões de mortes em todo o mundo estão associadas a uma dieta pobre, e destes, 3 milhões dos quais são atribuíveis à alta ingestão de sódio.

O Excesso da ingestão de sódio (sal) na dieta aumenta a pressão arterial e, consequentemente, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte por Doenças Crónicas Não Transmissíveis (DCNT) em todo o mundo, responsáveis ​​por 32% de todas as mortes.

Reduzir a ingestão de sódio (sal) é uma forma eficaz de diminuir a tensão arterial e, assim, reduzir as DCNT, como doenças cardiovasculares, doença renal crônica, obesidade, cancro gástrico e doenças hepáticas. Uma proporção significativa de sódio (sal) na dieta vem de alimentos industrializados, como pão, carnes processadas e laticínios.

Em Cabo Verde, segundo o IDNT II/2020, 30.8% da população adulta Cabo-verdiana é hipertensa, e também segundo a mesma fonte, cerca de 8.5% da população adulta refere que consome sempre ou frequentemente adicionam o sal ou molhos salgados enquanto comem e o consumo médio de sal na população cabo-verdiana em gramas por dia (g/dia) ultrapassa a recomendação da OMS e atinge os 9.2 gramas por dia.

Para o Diretor Nacional de Saúde, Jorge Noel Barreto que presidiu a Sessão, já existem várias medidas que as autoridades de saúde tem vindo a implementar para mitigar as consequências do excesso do sal na saúde das pessoas, nomeadamente a sensibilização, promoção da saúde e criação de um regulamento para diminuir as quantidades de sal, açúcar e gordura para produtores nacionais de alimentos e também para a importação.

Segundo avançou, esta proposta de regulamento já vai na sua fase a avançada e espera-se que ainda até o final do ano possa ser apresentado.

Para a Organização Mundial da Saúde, é preciso que os países trabalhem mais na informação e sensibilização das pessoas e comunidades, pois a maioria não sabe a quantidade de sal recomendado para consumo diário e a quantidade de sal que estão consumindo.

Neste sentido, entende, Hernando Agudelo, Representante da OMS em Cabo Verde, que é necessário politicas públicas  e regulamentos fiscais que garantam que o retalhista possa produzir alimentos mais saudáveis; trabalhar com o sector privado para melhorar a acessibilidade a disponibilidade de produtos com baixo teor de sal; sensibilização e capacitação dos consumidores; Criação de um ambiente favorável para redução do sal através de intervenções politicas locais; promoção de ambiente de alimentação saudáveis como escolas, locais de trabalho ou comunidades e monitorizar o consumo do sal na população.

O Administrado Executivo do INSP, Júlio Rodrigues considera que com a oficialização e consolidação de uma rede nacional de promoção da saúde em todos os municípios do país, irá contribuir para que as ações de promoção da saúde, que tem a ver com as intervenções comunitárias e não só, sejam mais sistematizadas e produzirão melhores impactos na saúde da população.

Neste sentido, lanço um repto para que juntamente com a Direção Nacional da Saúde, trabalharem para a oficialização desta rede nacional da promoção da saúde.

O Seminário, foi paco de várias apresentações nomeadamente “A importância de reduzir a ingestão do sal na alimentação e nutrição”, “Parâmetros de referência dos níveis de sódio em diferentes categorias de alimentos / Iniciativa SHAKE da OMS”, “Resultado do estudo: Perfil e teor do sal nos alimentos confecionados nos restaurantes e padarias. Uma analise nos dois principais centros urbanos de Cabo Verde” e “Apresentação das propostas para a regulamentação do sal, açúcar e gordura”.