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Primeiros profissionais de saúde capacitados em Epidemiologia de Campo em Cabo Verde

profissionais de saúdeCerca de doze profissionais de saúde foram capacitados em Epidemiologia de Campo, a formação que decorreu na cidade da Praia, de 13 a 15 de setembro, está enquadrado no Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo de Cabo Verde com a apoio da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo – ProEpi.

Durante a cerimónia de encerramento realizado na tarde desta quarta-feira, 15 de setembro, a Presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública, Maria da Luz Lima, diz acreditar que treinamento irá fazer mudança, pois para ela todos os formandos têm o mesmo sentimento de compromisso para com a melhoria da capacidade de resposta a emergências e outras situações de saúde pública em Cabo Verde. 

Há muito que se almejava a realização deste treinamento, explicou a Presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública, Maria da Luz Lima, que na sua intervenção agradeceu a todos os parceiros e especialmente o parceiro técnico por terem acreditado em Cabo Verde, no Instituto Nacional de Saúde Pública e na pessoa da Sra. Presidente para liderar este processo.  

Uma iniciativa que segundo a presidente foi realizado na ótica de “uma só saúde”, aprovado no âmbito do comité multissetorial que engloba saúde humana, ambiental e animal, coordenado pelo INSP, que irá permitir melhorar muito o sistema nacional de vigilância. 

Ao presidir a sessão de encerramento, o diretor Nacional de Saúde, Jorge Barreto, afirmou estar satisfeito “isto é um sonho”, e considerou ser este ser um desidrato de Cabo Verde, pois o país apresenta uma deficiência em termos de epidemiologistas, mormente em epidemiologia de campo. A epidemiologia de campo significa para Jorge Noel mergulhar nas ameaças que poderão colocar em risco a saúde pública. 

“Para além de contar com o apoio de todos os parceiros, acho importante a identificação de mais parceiros, por forma demonstrar o exemplo de Cabo Verde nesta experiência e ajudar o país a ficar em evidencia nas oportunidades internacionais” descreveu Jorge Noel. 

O representante da OMS, Daniel Kertesk, felicitou a iniciativa que permitirá o país a desenvolver as capacidades técnicas de vigilância e resposta a emergência. Destacou a continuidade do apoio da OMS na implementação deste programa, e reconheceu o apoio de todos os outros parceiros que acreditaram neste projeto. 

Por seu turno, o Augusto Lópes da CDC Atlanta, salientou que este é considerado como o primeiro dia de uma nova vida para os formandos, porque a partir deste momento serão enxergados de forma diferente, pelo fato de terem passado por uma formação que lhe proporcione uma nova visão sobre a saúde pública, e com uma tremenda responsabilidade perante o país. 

Na ocasião, a Presidente e Diretora-executiva da ProEpi, Sara Feraz, manifestou a sua gratidão pelo voto de confiança do país ao aceitar o desafio de tirar do papel a força tarefa que irá preparar o país na continuação da cobate a COVID-19 e no combate de outras doenças. Ou seja, “será desenvolvida uma inteligência local no país para a preparação e resposta às emergências de saúde pública. 

Cabo Verde optou por começar o seu programa trabalhando de maneira transdisciplinar através da iniciativa “uma só saúde”, ao seu ver o assessor especialista da TiLS COVID-19, Jonas Brant, explicou que em relação aos outros países CV mostrou uma resistência concreta de investigação com as equipas de saúde, agricultura, meio ambiente e pecuária em prol de responder perguntas estratégicas do país. “o país mostra com a condição de avançar num conceito que o mundo inteiro vem lutando para conseguir implementar e não está sendo fácil”.