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“Doenças cardiovasculares representam a maior parte das mortes por doenças crónicas não transmissíveis” Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde

De facto, as doenças cardiovasculares representam a maior parte das mortes por doenças crónicas não transmissíveis, mais de 17 milhões a cada ano a nível mundial, sendo que Cabo Verde, infelizmente não é alheio a este fenómeno, apresentando uma elevada morbimortalidade e carga das doenças crónicas não transmissíveis.

Uma declaração do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Evandro Monteiro, feita enquanto presidia a cerimónia da abertura do Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral, na manhã desta sexta-feira, 29 de outubro. Para Evandro Monteiro, este evento (sessão clínica – no âmbito do Dia Mundial do AVC) enquadrado ao ano do AVC, demostra a importância que o ministério no seu todo dá a esta causa neste processo de buscas continuadas de soluções, mas sobretudo na comunicação da informação, permitindo que a mensagem e os cuidados em saúde cheguem a todos e em todos os lugares, sendo assim e no que tange à promoção em saúde e prevenção da doença os precursores por excelência nesta matéria.

“De acordo com os últimos dados estatísticos do Ministério da Saúde, do ano de 2019, as doenças do aparelho circulatório representam a primeira causa de morte com aproximadamente150 mortes por 100.000 habitantes, sendo que os resultados finais do último IDNT apresentados a semana passada, mostram que 3,5% da população adulta declara já ter doenças cardiovasculares, nomeadamente enfarte do miocárdio ou angina de peito, ou acidente vascular cerebral” explicou Monteiro.

O Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, precisou que a prática clínica vem demostrando, um aumento de forma progressiva destes eventos vasculares cerebrais, cada vez mais frequentes na população jovem, com outros fatores associados sendo ao sedentarismo, ao alcoolismo crónico e uso de drogas, obesidade na juventude, entre outros, estando na base destes eventos abruptos e morbosos na faixa etária jovem, o que traz ainda outras preocupações neste processo de resposta continuada à causa.

Na sua intervenção, a Presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública, sublinhou que este ano foi trabalhado a questão do AVC para que seja melhor reconhecido como um problema de saúde pública e assim serem adotadas um conjunto de medidas de abordagem tanto na promoção da saúde como na prevenção, reabilitação e cuidados paliativos.

"Hoje sendo o dia do AVC não se podia deixar passar e branco esta data, e é neste âmbito que estão sendo realizados um leque de atividades" entretanto, "para mim o mais importante é o enquadramento do ano AVC com o lançamento deste protocolo, e espero que consigamos atingir os objetivos preconizados neste para este protocolo para termos mais e melhor saúde para todo o Cabo Verde" sublinhou Maria da Luz Lima ao concluir a sua intervenção.

Durante esta atividade para além do Lançamento do Protocolo para Abordagem do Acidente Vascular Cerebral foram apresentados os seguintes temas Cuidados de enfermagem ao paciente com AVC e Fatores de riscos e Prevenção.